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3/28/2020

MEDICINA ORAL : Prevenção de intercorrências estomatológicas em oncologia pediátrica

Medicina Oral

A evolução dos protocolos quimioterápico e radioterápico no tratamento das neoplasias pediátricas tem determinado um aumento progressivo nos índices de cura.

As estatísticas mostram que nos anos 1960 a sobrevida que era de apenas 4% alcançou níveis acima de 70% em 2012, desde que o diagnóstico seja precoce e o tratamento seja realizado em centros especializados.

Dados de literatura mostram que cerca de 40% dos pacientes oncológicos apresentam complicações bucais agudas decorrentes da toxicidade direta ou indireta, como mucosite, xerostomia, infecções fúngicas, virais ou bacterianas.


Os efeitos adversos envolvendo a cavidade bucal e a sua severidade estão relacionados à quimioterapia, à radioterapia, ao tipo e à localização do tumor e, ainda, às condições de saúde bucal.

Veja Também: Higiene oronasal em bebê com fissura labio palatina (antes da cirurgia)

Os pacientes com condições de saúde bucal desfavoráveis, infecções dentárias, gengivites e falta de higiene bucal, apresentam um risco maior de desenvolver complicações que podem comprometer as funções sistêmicas durante os períodos de imunossupressão induzidos pela quimioterapia.

A radioterapia na região de cabeça e pescoço tende a potencializar esses efeitos colaterais.

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° Autores : Isabel Nemoto Vergara Sasada / Claudia Marcela Hernández Cancino / Renata Córdova Petersen / Ingeburg Hellwig / Caroline Siviero Dillenburg
° Imagen : DR P. MARAZZI/SCIENCE PHOTO LIBRARY

3/13/2020

Diagnóstico e Tratamento de Mucocele em Odontopediatria: Relato de Caso

Odontopediatria

Mucocele é um fenômeno de retenção de glândula salivar menor, ocasionado pela ruptura dos ductos excretores.

Esse fenômeno pode ser causado por trauma local, e geralmente a sua localização é mais freqüente no lábio inferior.

Clinicamente, aparecem como lesões nodulares, podendo ser exofíticas e pediculadas. Histologicamente, essa lesão pode ser classificada como fenômeno de extravasamento de mucoso ou cisto mucoso de retenção.


Os tratamentos propostos são a excisão total da lesão, a marsupialização, a criocirurgia, o laser e a micromarsupialização.

Relatar um caso clínico de mucocele por extravasamento de muco que se desenvolveu após um trauma no local.

Criança, com 7 anos de idade, compareceu a Clínica de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Araçatuba, com queixa de aparecimento de uma lesão no lábio inferior há aproximadamente 40 dias.

Veja Também: CIRURGIA ORAL : Utilização da ulectomia na clínica infantil : Relato de caso

Ao exame clínico intra-bucal, observou-se que a lesão apresentava-se pediculada, nodular, fibrosa à palpação, medindo aproximadamente 2 cm de diâmetro, de coloração semelhante à mucosa circunjacente, superfície lisa, não-ulcerada e assintomática.

Como conduta clinica, optou-se pela exérese total da lesão. O exame histopatológico confirmou o diagnóstico clínico de mucocele.

Dada a frequência de aparecimento da mucocele na cavidade bucal, é de extrema importância que o profissional se familiarize com essa patologia (sua etiopatogenia e características clínicas), para alcançar um diagnóstico definitivo e realizar um plano de tratamento adequado.

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°archhealthinvestigation.com.br
°Diagnóstico e Tratamento de Mucocele em Odontopediatria: Relato de Caso
°Marcelle DANELON / Carolina Simonetti LODI / Carla Oliveira FAVRETTO / Marcelo Macedo CRIVELINI / Robson Frederico CUNHA / Alberto Carlos Botazzo DELBEM


Síndrome mão-pé-boca – Causas, sintomas e tratamento


A síndrome mão-pé-boca é uma doença infecciosa comum que ocorre na maioria dos casos em crianças, podendo também afetar adolescentes e ocasionalmente adultos.

É uma infeção contagiosa provocada habitualmente pelo vírus Coxsackie. Na maior parte dos casos, a doença é ligeira e pode melhorar com o tempo. O tratamento é dirigido aos sintomas.

A infeção surge com dor de garganta, febre (38º C) durante 1-2 dias, mal-estar e perda de apetite.


Mais tarde, 1-2 dias depois, aparecem ulcerações dolorosas na língua e parte interna dos lábios e bochechas. De seguida aparecem vesículas (pequenas bolhas) dolorosas nas palmas das mãos e nas solas dos pés.

Não se devem rebentar estas vesículas, que acabam por desaparecer sozinhas em 7-10 dias.

Veja também: SAÚDE BUCAL : Os primeiros dentes


Youtube / Sua Saúde na Rede

MEDICINA ORAL : Principais tumores odontogênicos que podem acometer a cavidade bucal de crianças

Medicina Oral

O presente trabalho tem como objetivo descrever as características clínicas, radiográficas e histológicas dos principais tumores odontogênicos encontrados na cavidade bucal de crianças.

Essas lesões podem ser classificadas quanto ao comportamento biológico em hamartomas (odontoma e tumor odontogênico adenomatóide), neoplasias benignas (ameloblastoma, fibroma ameloblástico e mixoma odontogênico) e neoplasias malignas que são bastante raras e agressivas.

O tratamento de escolha, na maior parte dos casos, consiste na remoção cirúrgica da lesão, uma vez que a maioria dos tumores é de origem benigna.


INTRODUÇÃO Os tumores odontogênicos são lesões derivadas dos tecidos epitelial ou mesenquimal que fazem parte do complexo processo da odontogênese, e são classificados histologicamente de acordo com sua origem em epiteliais, mesenquimais ou mistos (Ochsenius et al., 2002).

A etiologia dessas alterações está relacionada a distúrbios no desenvolvimento dos dentes e estruturas associadas (Eversole 1971).

O tecido ósseo dos maxilares é a principal região afetada pelos tumores odontogênicos, embora sejam reconhecidas algumas formas periféricas dessas lesões (Regezi et al., 1978).

Veja Também: Higiene oronasal em bebê com fissura labio palatina (antes da cirurgia)

São consideradas relativamente raras, uma vez que compreendem apenas 1% dos tumores maxilares (Regezi e Sciubba, 1993).

Os tumores odontogênicos são geralmente de crescimento lento e assintomático, e alguns deles apresentam predileção por idade, sexo e raça específicos (Assael, 1992).

De acordo com a literatura, os tumores odontogênicos também mostram variações geográficas na sua distribuição e freqüência, o que tem levado muitos autores a pesquisar a influência de fatores locais no seu desenvolvimento.

O comportamento biológico desse grupo de lesões varia desde hamartomas e neoplasias benignas a tumores raros, malignos e agressivos.

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°arquivos.cruzeirodosuleducacional.edu.br
°Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo
°Francisco Wanderley Garcia de Paula e Silva / Alexandra Mussolino de Queiroz / Maria Cristina Borsatto / Paulo Nelson-Filho

3/11/2020

Dentinogénese imperfeita: breve revisão

Medicina Oral

A dentinogénese é um processo altamente controlado que resulta na transformação paulatina de um tecido não mineralizado numa matriz mineralizada.

Interferências na fase de mineralização podem acarretar alterações dentinárias que, dependendo do grau de severidade, têm impacto na dentição decídua ou permanente, do seu portador.

A Dentinogénese Imperfeita é uma desordem hereditária com carácter autossómico dominante. Entender as bases moleculares que levam ao seu estabelecimento, assim como os seus sinais clínicos e radiográficos, é essencial para uma adequada abordagem do paciente afectado.


Assim, esta revisão de literatura tem como objectivo principal abordar os aspectos genéticos que sublinham a sua ocorrência, como também, evidenciar as mais prevalentes descobertas clínicas e radiográficas dos seus portadores.

No entanto, estudos prospectivos são necessários para que sejam elucidadas todas as peculiaridades desta dramática condição dentária.

Veja Também: Higiene oronasal em bebê com fissura labio palatina (antes da cirurgia)

Introdução : O desenvolvimento de um elemento dentário é resultado de uma multiplicidade de sinais moleculares que envolve não unicamente o ectoderma oral, como também, o ectomesênquima subjacente ao mesmo.

Tais interações levam a eventos biológicos importantes, como a migração e proliferação celulares, histo e morfodiferenciação, e, por fim aposição mineral.

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° administracao.spemd.pt
° Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial
° Tatiana Cardoso / Rhyna Cunhab / Inês Lopes Cardoso
° Imagen : Quality Practice Tandheelkunde

3/02/2020

Higiene oronasal em bebê com fissura labio palatina (antes da cirurgia)

Higiene Oral

Considerando o impacto emocional no momento do nascimento, uma das grandes preocupações dos pais diz respeito à alimentação do bebê.

Por isso, é de extrema importância a orientação inicial do enfermeiro para que pai e mãe se sintam acolhidos e possam cuidar de seu bebê com tranquilidade e segurança.

É importante, por exemplo, que após a amamentação, o bebê seja posicionado verticalmente (levantar o bebê) para que ele possa eructar (popularmente conhecido por arrotar).


É depois da erucção que a mamãe poderá fazer a higiene oronasal (boca e nariz). Como proceder?

Você vai precisar de cotonete, gaze, água filtrada, fervida (e fria) ou mineral e óleo mineral. Mesmo se o bebê chorar, tente ficar calma e também acalmá-lo.

Embeba a gaze na água, envolva-a em seu dedo indicador e coloque na boca do bebê, passando sobre a gengiva inferior, a superior e nas bochechas.

Troque a gaze quantas vezes for necessário até tirar todo o leite e os restos de alimento que estejam na boquinha do bebê. Bem devagar, passe também o dedo sobre a língua e no palato (céu da boca) em movimentos suaves e limpe completamente.

Veja Também: CRIANÇAS PODEM APRENDER A USAR O FIO DENTAL DESDE CEDO

Agora pegue um cotonete e umedeça uma de suas laterais em água e passe na cavidade nasal (nariz). Depois, passe o lado seco do cotonete nas duas narinas do bebê.

Pegue o óleo mineral e umedeça outro cotonete que deve ser passado delicadamente no lábio do bebê no local da fissura. Prontinho. Após essas etapas, a região oronasal de seu bebê estará devidamente limpa, contribuindo em grande medida para a saúde bucal dele.

E atenção: essa limpeza deve ser feita após cada mamada.

Com o tempo, você vai perceber que essas ações consideradas simples, mas que exigem muita atenção e paciência da mãe ou do cuidador, farão toda a diferença ao longo do tratamento reabilitador da fissura labiopalatina.

Um bebê com boca saudável está mais preparado para as cirurgias, tem mais saúde geral e pode se desenvolver com mais qualidade. Fique de olho em nossas dicas, ok?!


Youtube / HRAC/Centrinho USP

2/20/2020

Anemia ferropriva e pigmentação dentária por sulfato ferroso

Odontopediatria

A anemia ferropriva é uma anomalia freqüente na infância e decorrenteda deficiência de ferro, elemento essencial para a produção de hemoglobina.

Manifesta-se clinicamente por palidez da pele, lábios e gengiva, queilite angular, além de fadiga e fraqueza. O tratamento clínico é realizado com a administração de sulfato ferroso por via oral.

Como efeito colateral, muitas vezes pode ocorrer pigmentação negra nas superfícies dos dentes.


A profilaxia dental com pasta profilática associada a pedra-pomes é indicada para a remoção do pigmento e, em alguns casos, a técnica de microabrasão pode ser necessária.

Veja Também: ODONTOPEDIATRIA : O que é Ulectomia?

Introdução

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a anemia é um processo patológico no qual o número de eritrócitos, ou seja, a quantidade de hemoglobina (proteína que transporta o oxigênio dos pulmões aos tecidos) contida nos glóbulos vermelhos encontra-se abaixo dos valores normais de referência, respeitando-se as variações, segundo idade, sexo e altitude em relação ao nível do mar.

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°periodicos.ufes.br
°Marília Fernandes Mathias / Cristiane Bonucci R. Zanesco / Giselle Rodrigues de Sant’Anna / Danilo Antonio Duarte / Renata de Oliveira Guaré