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4/14/2020

PREVENÇÃO: Cárie precoce em crianças pode ser evitada com a prevenção

Reabilitação

O Journal of Dental Research é uma publicação americana que divulga estudos científicos da área odontológica.

De acordo com o veículo, entre 60 e 90% das crianças e quase 100% dos adultos de todo o mundo têm cárie.

Relatou-se ainda que os problemas bucais afetam 3,9 bilhões de pessoas, onde a periodontite severa e as cáries em dentes de leite estão fortemente presentes.


Informações como essas alertam para a necessidade de uma prática importante: a prevenção!

Para incentivar essa prática e contribuir com a saúde bucal desse público, a Clínica de Odontologia da Unoeste, localizada no campus I da universidade, oferece serviços gratuitos de odontobebê (de 0 a 4 anos) e odontopediatria (4 a 14 anos).

“Realizamos atendimentos de prevenção à cárie dentária como profilaxia, aplicação tópica de flúor e selantes. Prestamos também ações curativas como restaurações, canal, exodontia e ortodontia preventiva”, explica a professora Karine Takahashi.

Veja Também: PREVENÇÃO : Como fazer a higiene bucal dos bebês

Mesmo que não possuam dentes, ela explica que é preciso uma atenção especial com os bebês. “Fornecemos orientações de dieta, higiene e aleitamento, além da aplicação de flúor e acompanhamento do desenvolvimento da dentição”.

Esse trabalho é importante, pois a cárie precoce da infância tem alta prevalência, atingindo principalmente a faixa etária entre 0 e 3 anos, que se alimentam no período noturno. “Essa cárie é altamente agressiva, influenciando no crescimento, desenvolvimento e qualidade de vida da criança”, destaca a docente.

Residente em Presidente Bernardes (SP), Luciana Restani Valentim Junqueira é mãe de Maria Julia de um ano e quatro meses. “Toda a noite eu amamento a minha filha e essa prática acarretou em problemas bucais.

Muitos acham que só o leite de mamadeira causa a cárie por causa do açúcar. Isso é uma ideia equivocada que pude constatar na prática”. Comenta que a cárie na pequena Ana Julia foi descoberta na clínica da universidade. “Estou tranquila, pois sei que aqui a minha filha recebe todos os cuidados necessários”, diz, destacando a estrutura do local.

Quem também está sendo atendida na universidade, por meio da odontopediatria, é Mirelly Vitória Piovan Ribeiro de 7 anos. “Fomos encaminhados para cá depois que passamos na UBS do bairro prudentino Brasil Novo”, conta a mãe da criança, Lucimara Piovan Santos.

Ela conta que não sabia dos serviços prestados para essa faixa etária. “Quando solteira já fiz tratamento aqui e, atualmente, meu marido Damião também é beneficiado pelo local. Estou feliz em poder trazer a minha filha para essa iniciativa, pois não teria condições financeiras de arcar com os custos”.

investimentosenoticias.com.br

4/05/2020

ORTODONTIA : Mordida cruzada anterior: o que é e quando ela deve ser corrigida

Ortodontia

A correção da deficiência de crescimento para frente do maxilar superior, usualmente, é realizada com aparelho ortopédico

A mordida cruzada anterior é uma das alterações de posicionamento dos dentes mais comuns entre crianças e adultos.

O que caracteriza essa modificação é quando a arcada dentária superior (maxila) não se encaixa corretamente com a inferior (mandíbula), projetando o queixo da pessoa para frente e gerando um aspecto facial antiestético.



Segundo a especialista e professora do Programa de Mestrado em Ortodontia da Universidade UNG/UNIVERITAS, Fernanda Angelieri, a criança com mordida cruzada anterior deverá ser examinada por um ortodontista, sendo a recomendação da idade entre 4 e 5 anos.

“O profissional verificará se esta mordida cruzada se deve à inclinação incorreta dos dentes anteriores, ou se é um problema dos ossos da face da criança”, explica.

A situação mais comum é o posicionamento do maxilar superior para trás, devido a uma deficiência de crescimento deste osso para frente. Normalmente, esta deficiência é genética e outros familiares poderão ter a mordida cruzada anterior, o que agrava ainda mais o quadro.

Veja Também: ORTODONTIA interceptativa: Correção da mordida cruzada anterior dentária

A correção do fechamento das arcadas dentárias, usualmente, é realizada com aparelhos ortopédicos. "Eles são úteis para o tratamento ortodôntico em caso de desarmonia esquelética e devem ser utilizados entre 4 e 10 anos de idade.

Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, melhores as chances de correção óssea", reforça a especialista.

Após os 10 anos, normalmente, o tratamento ortopédico não traz bons resultados, pois a maxila cresce pouco e já se encontra unida aos outros ossos da face da criança.

A opção de tratamento depois dessa idade pode se restringir a cirurgias da mandíbula e maxila na idade adulta, com necessidade de anestesia geral e internação hospitalar.

segs.com.br



4/04/2020

Radiografia dental em crianças e segurança

Radiología

Os raios-x são usados ​​na odontologia pediátrica por vários motivos e são considerados ferramentas de diagnóstico valiosas. A radiografia é o tipo de processo de imagem médica usada na odontologia para diagnosticar possíveis males e doenças nos dentes.

Ao respeitar as medidas de precaução corretas, a radiografia dentária pediátrica possui um risco muito baixo de causar efeitos negativos para a saúde.

Há várias razões pelas quais os benefícios das radiografias dentárias são maiores e mais importantes que os riscos.



POR QUE OS RAIOS-X DENTAIS SÃO IMPORTANTES?

Os dentistas pediátricos utilizam rotineiramente a radiografia dental para fins diagnósticos e preventivos. Os raios-x são necessários para encontrar certas decomposições dentárias ou doenças que não podem ser vistas no exame visual.

As radiografias dentárias ajudam o dentista pediátrico de diversas maneiras:

°Verificar a quantidade de espaço na boca disponível para dentes permanentes que ainda não entraram em erupção;
°Determinar se os dentes primários estão sendo perdidos rápido o suficiente para que os dentes permanentes cresçam corretamente;
°Conferir se todos os dentes adultos estão presentes abaixo da linha da gengiva, se existem dentes extras, ou se há alguma falta antes dos dentes começarem a nascer;
°Prever aproximadamente quando os dentes do siso irão nascer e se serão impactados ou incapazes de aparecer devido a problemas como a inibição da estrutura óssea ou outros dentes;
°Ajudar os dentistas pediátricos a poderem especificar tratamentos odontológicos antecipados que possam ser necessários para uma criança.

Veja Também: Técnicas radiográficas para pacientes pediátricos com necessidades especiais na Odontologia

QUANTAS VEZES AS CRIANÇAS PRECISAM FAZER RAIOS-X DENTAIS?

As radiografias dentais não são tomadas em cada check-up. Isso dependerá do caso e das circunstâncias individuais de cada criança. O dentista pediátrico irá prescrever radiografias dentárias conforme necessário para cada criança.

Por razões de segurança, no entanto, a radiografia digital é usada minimamente para obter uma grande quantidade de informações diagnósticas e preventivas durante os anos de crescimento e desenvolvimento.

Crianças com um risco mais elevado do que o normal para a cárie dental podem precisar de raios-x com mais frequência, conforme sugerido pelo dentista pediátrico, para acompanhar as variações na condição e saúde dos dentes. Para crianças consideradas com baixo a normal risco de cárie dentária, o dentista pode recomendar um conjunto de raios-x dentários a serem tomados a cada um ou dois anos.

QUÃO SEGURA É A RADIOGRAFIA DENTAL PARA CRIANÇAS?

As radiografias dentárias são consideradas muito seguras e de baixo risco para crianças. A radiografia digital, a forma mais nova e segura de radiografia, é o único método pelo qual se registram imagens da boca de uma criança. A radiografia digital gera apenas a quantidade mínima de radiação necessária para gravar uma imagem.

Além disso, o dentista pediátrico empregará várias medidas de segurança para garantir que a criança não sofra nenhum dano excessivo aos tecidos ou células corporais devido ao processo de raio-x. Um colete / avental de chumbo será colocado sobre a criança para evitar que o corpo se submeta a qualquer exposição estranha.

Os avanços tecnológicos permitem que o dentista separe apenas certas seções da boca para serem radiografadas individualmente, enquanto o resto da boca e cabeça ficam protegidos da exposição. O dentista usará proteções especiais para cobrir as partes do rosto que não precisam de raio-x.

Se você tiver dúvidas ou preocupações sobre a radiografia digital e a segurança de raios-x para o seu filho, certifique-se de pedir ao dentista pediátrico que explique os processos de raios-x, procedimentos, medidas de precaução e uso de máquinas.

tepe.com.br
RAIO-X EM CRIANÇAS E SEGURANÇA



3/27/2020

HIGIENE ORAL: Como cuidar da saúde bucal do bebê

Saúde Bucal

É durante o período do nascimento até a infância a fase mais importante do desenvolvimento bucal de uma pessoa.

Se os dentes forem bem cuidados durante essa fase da vida, a chance desse paciente sofrer de algum problema bucal é muito pequena e o índice de saúde bucal da criança será excelente.

A atuação precoce na cavidade bucal do recém-nascido é fundamental para o bom desenvolvimento de hábitos saudáveis.

Quando eu devo me preocupar com a saúde bucal do meu bebê?


A prevenção começa com o aleitamento materno, pois além das vantagens sob o ponto de vista:

Emocional,
Imunológico,
Nutricional,

Veja Também: ODONTOPEDIATRIA : O que é Ulectomia?

Entre outros em menores porcentagens

Ele também é importante sob o ponto de vista odontológico, uma vez que o bebê nasce com a mandíbula para trás (retrógnata) e o ato de amamentar irá proporcionar o avanço mandibular e, consequentemente, o correto desenvolvimento da arcada e dos dentes de leite. A amamentação permite que o bebê respire pelo nariz evitando a má oclusão e melhorando a saúde bucal do bebê.

A criança amamentada no peito sacia a sua necessidade de sucção, tendo menor chance de desenvolver hábitos deletérios( chupar dedo, pipo,…) que posteriormente, prejudicam muito a saúde bucal do bebê.

E quando meu bebê ficar maiorzinho?

Até 6 meses de idade (existe uma variação significativa no que diz respeito a essa data dependendo da linha de raciocínio de cada pessoa) a amamentação deve ser exclusiva no peito pois o leite materno é suficiente para suprir todas as necessidades físicas e nutritivas do bebê. Após essa idade, o bebê experimenta alimentos pastosos e aprende a mastigar.

O ideal é passar do seio para copos modificados, a mamadeira deve ser evitada a todo custo, devido aos problemas de má oclusão e às caries de mamadeiras que prejudicam bastante a saúde bucal do bebê.

Quando deve ser a primeira consulta do bebê?

Antes mesmo que apareça os primeiros dentinhos, a mamãe deve levar o bebê ao odontopediatra ( dentista, especialista em cuidados com crianças) para que o mesmo possa verificar se a mãe aplicou as atitudes aprendidas no pré-natal odontológico e reforçar as orientações sobre a amamentação. Na segunda consulta, aos seis meses ou quando aparecer o primeiro dente de leite já são iniciadas as limpezas e aplicações de flúor.

Como agir se a criança for maior?

Quando a criança vai ficando maior, já cresce sem o famoso “medo do dentista” e com isso o profissional pode intensificar os aconselhamentos sobre:

Como escovar os dentes do seu filho (técnica de escovação, tipo de pasta de dente, posição, como fazer se ele não deixar, etc), Hábitos de dieta saudáveis (como fazer para seu filho poder comer de tudo mas sem ter cárie), O uso do flúor em bebês, Mais importante de tudo, a familiarização da criança com o ambiente e a equipe odontológica (condicionamento infantil).

Com o aparecimento dos primeiros dentes, a higiene bucal deve ser realizada com escova própria para bebê e sem pasta (ou com pasta sem flúor), pois até 3 anos de idade a criança não consegue cuspir a pasta e esta, se conter flúor, pode provocar manchas irreversíveis nos dentes permanentes que estão em formação.

doutissima.com.br

HIGIENE ORAL: Crianças podem aprender a usar o fio dental desde cedo

Prevenção

O fio dental deve ser introduzido na rotina da criança assim que os dentes começarem a nascer.

“Primeiramente a limpeza com o fio dental pode ser feita uma vez ao dia, obviamente realizada pelos pais.

Isso fará com que a criança sempre o encare como algo natural, assim como tomar banho e pentear os cabelos”, afirma Renata Centenaro, cirurgiã-dentista idealizadora do projeto infantil Turminha do Sorriso que leva saúde bucal às escolas.

Para a especialista, o interessante é deixar o interesse da criança vir com naturalidade. “Com o passar do tempo ela vai ter curiosidade e pedirá um pedaço do fio dental na mão”.


O exemplo também é super importante. A criança acaba por ser motivada ao ver seus pais usando o fio dental. “É a mesma coisa que tentar forçar o filho a comer uma fruta, se a criança só vê os pais comendo doces.

Exemplo e rotina farão o hábito se estabelecer naturalmente”, diz a especialista.

Veja Também: ODONTOPEDIATRIA : O que é Ulectomia?

Supervisão é fundamental

Apesar de as crianças serem capazes de aprender a usar o fio dental bem pequenas, antes dos seis anos de idade, essa prática não pode ser feita sem a supervisão de um adulto.

“É importante que o adulto faça a higiene da criança e ao mesmo tempo estimule o hábito.

Assim, ela vai se sentir motivada a treinar a coordenação motora para conseguir passar corretamente e, com a persistência, passará melhor que as crianças da mesma idade que não treinam diariamente”, afirma Renata.

É importante ressaltar que é normal que antes dos seis anos de idade a criança ainda não passe o fio dental e nem escove os dentes com perfeição. “Nessa fase, a higiene adequada é tarefa dos pais”, diz.

Aprender brincando

Para que o aprendizado seja ainda mais fácil, Renata acredita que tentar tornar o momento da higiene bucal prazeroso é o melhor caminho. Portanto canções e brincadeira são super bem vindos nessa hora.

Além disso, nessa idade as crianças são muito receptivas ao que é “certo” por terem necessidade de aceitação e aprovação. “Elas querem ser elogiadas e aceitas. Diga-lhe que algo faz bem e que é certo de forma agradável e prazerosa e ela vai se esmerar em fazer.

E é possível explicar-lhe numa linguagem adequada ao seu entendimento que passar fio dental vai limpar o espaço entre os dentes, onde a escova não entra, e ela vai entender perfeitamente”, diz a dentista.

saude.terra.com.br

3/10/2020

SAÚDE BUCAL: Bebês podem nascer com dente; saiba o que fazer

Saúde Bucal

Onascimento de um dentinho é um processo fisiológico que se inicia por volta dos seis meses de vida. Porém, alguns bebês podem já nascer com alguns dentes.

Nestes casos, é preciso o acompanhamento de um odontopediatrapara que os hábitos e a saúde bucal da criança não sejam prejudicados por causa disso.

“Quando o bebê já nasce com alguns dentes eles são chamados de dentes natais. Quando a erupção se dá até o trigésimo dia de vida, são chamados de neonatais. A causa desse nascimento precoce ainda não está muito bem definida, mas pode estar relacionada com hereditariedade”, diz a odontopediatra Fernanda Raven.


Extrair ou não extrair, eis a questão

Quando a criança apresenta um dente natal, o especialista deve fazer uma avaliação para definir qual o melhor tratamento para esse caso. “Tudo dependerá do grau de mobilidade deste dente.

Se ele apresentar muita mobilidade,será indicada a extração para evitar o risco de o bebêo aspirar ou engolir. Se apresentar pouca, o dentista poderá optar por manter o dente e lixar a borda para evitar trauma na língua”, diz Fernanda.

Veja Também: Pigmentações extrínsecas negras do esmalte em ODONTOPEDIATRIA

Esse lixamento das bordas também será fundamental para que o bebê não tenha problemas na hora da amamentação. “O dente natal pode ferir a aréola e mamilo da mãe, atrapalhando ou até impedindo a amamentação da criança”, afirma a especialista.

Porém, se esse dente for um dente extra (que não faz parte da dentição normal da criança), poderá ser extraído sem problema (um exame radiográfico mostrará esse quadro com clareza). Assim, quando a criança completar seis meses de idade, seus dentes de leite nascerão completos e normais.

Higienização normal

Os cuidados com a higiene desse dente “apressadinho” devem ser os mesmo que pais e dentistas teriam com os primeiros dentes nascidos na época certa, ou seja, o uso de uma gaze ou fralda umedecida com água limpa ou uma dedeira de silicone podem fazer esse papel de forma bem eficiente.

saude.terra.com.br

2/29/2020

Mantenedores de Espaço - Classificação. Parte 1

Mantenedores de Espaço

REMOVÍVEIS FUNCIONAIS

Indicação

• crianças com perdas de um ou mais dentes na região anterior e/ou posterior;
• pacientes colaboradores;
• prevenção de hábitos bucais deletérios.

Vantagens

• aparelho de fácil construção;
• facilita uma correta higienização;
• restabelece a dicção, fonação, estética e mastigação;
• mantém ou restaura a dimensão vertical;
• mantém o espaço para acomodação normal da língua, evitando interposição.


Desvantagens

• depende da colaboração do paciente e dos pais.

Mesmo concordando com a maioria dos autores (ALMEIDA et al., 1999; CORREA, 1996; GRABER, 1972; MOYERS, 1991; SILVA, 1999) a respeito de que a perda precoce de dentes decíduos na região ântero-superior não acarreta perda de espaço, somos favoráveis à colocação de um mantenedor de espaço do tipo removível funcional com dentes de acrílico para evitar hábitos de interposição de língua durante a deglutição e para favorecer a dicção e a estética da criança, devolvendo o bem-estar psicológico.

MANTENEDORES DE ESPAÇO FIXO FUNCIONAIS (REGIÃO ANTERIOR) E NÃO-FUNCIONAIS (REGIÃO POSTERIOR)

Indicação

• crianças com perdas de um ou mais dentes na região anterior e/ou posterior;
• pacientes não colaboradores;

Vantagens

• não depende da colaboração do paciente;
• fácil construção e higienização.

Veja Também: Quem são os mantenedores de espaço?

Desvantagens

• não evita a extrusão do dente antagonista;
• não restabelece a mastigação (região posterior).

COROA ALÇA: Este tipo de mantenedor está indicado para os casos com perda de um único dente e cujo dente de apoio apresenta-se com grande destruição da coroa.

BANDA ALÇA: É um mantenedor também indicado para perda de um único dente, porém quando o dente de apoio apresentase íntegro.

ARCO LINGUAL DE NANCE: É indicado para perdas dentárias múltiplas, uni ou bilaterais e para perda de caninos decíduos. Quando um canino decíduo é perdido precocemente por reabsorção provocada pela irrupção do incisivo lateral permanente, os incisivos movimentam-se para o espaço, provocando um desvio da linha média.

Nesses casos, é recomendada a extração do canino decíduo do lado oposto, e o mantenedor de espaço arco lingual de Nance deve ser instalado, impedindo a inclinação para lingual dos incisivos inferiores pela pressão da musculatura labial com redução do comprimento do arco dentário inferior.

ARCO LINGUAL DE NANCE FUNCIONAL: Este mantenedor devolve a função mastigatória e a estética, pois possui dentes de estoque. É indicado para perda de um ou dois dentes anteriores em pacientes não colaboradores.

BIHÉLICE MODIFICADO: Este tipo de mantenedor desempenha dupla função. Além de manter espaço com dentes de estoque, promove alterações transversais no arco dentário superior.

É indicado para perda de um ou dois dentes anteriores e para pacientes com mordida cruzada posterior não colaboradores com aparelhos removíveis.

° dtscience.com
° Mantenedores de Espaço e sua Aplicação Clínica
° Renato Rodrigues de ALMEIDA / Renata Rodrigues de ALMEIDA-PEDRIN / Marcio Rodrigues de ALMEIDA

2/25/2020

ORTODONTIA : Tratamento da onicofagia em crianças. Revisão sistemática

Onicofagia

A onicofagia (do griego onyx, ‘unha’ e phagein, ‘comer’) é o hábito de morder (roer) ou comer as próprias unhas.

Apresenta-se em estados de ansiedade e pode estar associado com episódios de estrésse1 ou alterações psiquiátricas.

Uma vez estabelecido, as condutas que o exacerbam são fome, tédio e inatividade. Pode também estar associado a transtornos mentais ou emocionais, segundo sua frequencia.


Embora em muitos casos perdure até a idade adulta, a maior incidência deste mau hábito ocorre na puberdade (44%).

É mais comum no gênero masculino do que no feminino. Em crianças de 7 a 10 anos, ocorre entre 28 e 33% dos casos.

Morder as unhas pode resultar em infecções cruzadas pelo transporte de germens das unhas até a boca ou vice-versa. A etiologia é a diferença da flora bacteriana de ambas as partes.

Veja Também: Mantenedores de Espaço e sua Aplicação Clínica

O mordedor compulsivo de unhas pode estar tentado também a comer a cutícula e pele ao redor, provocando feridas que podem sofrer infecções oportunistas microbianas e virais.

Danos na pele ou nas unhas pode levar à ansiedade pela aparência das mãos, produzindo assim um círculo vicioso (realimentação ou feedback) que perpetua a conduta.

LEIA ARTIGO COMPLETO AQUI


° Revista de Odontopediatría Latinoamericana - Asociación Latinoamericana de Odontopediatría
° Claudia Cecilia Restrepo Serna

2/12/2020

ODONTOPEDIATRIA: confira as 10 perguntas mais frequentes

PREVENÇÃO

1. Quando deve ser a primeira consulta da criança ao odontopediatra?

O ideal é que os bebês de até 12 meses sejam avaliados por um odontopediatra para que pais e responsáveis possam ter conhecimento sobre as questões relacionadas à saúde oral.

O médico pediatra pode orientar os pais sobre essa consulta inicial, encaminhando o bebê para a sua primeira avaliação odontológica, reiterando a importância do Primeiro dente = Primeira visita ao odontopediatra.

2. Quais são os fatores de risco para a doença cárie?

Os fatores de risco para a doença cárie hoje conhecidos são:

A ausência dos hábitos de limpeza e/ou escovação com dentifrício fluoretado; o aleitamento noturno (quer por leite materno e/ou fórmulas) sem higiene após a erupção dos dentes de leite; o consumo de carboidratos, principalmente açucarados e em alta frequência; a ausência de flúor na água de abastecimento e os defeitos congênitos que afetam a boca e/ou os dentes.


3. O que fazer para aliviar a angústia do bebê durante a fase de erupção dental?

Todos os recursos existentes são temporários. O bebê deve passar por esta fase da forma mais natural possível. Na prática diária o mais adequado é oferecer alimentos frios ou gelados, e também de consistência mais dura, e mordedores que não apresentem riscos para os bebês (não rasgar as partes).

A mamãe também poderá massagear o local com o dedo ou com uma dedeira. Em caso de dúvidas, procurar o odontopediatra. Esta é uma fase muito significativa para os pais e para os bebês, sendo que para algumas famílias pode ser angustiante, mas é preciso ter calma, paciência e esperar esta fase passar.

4. Qual o problema mais encontrado no prematuro?

Defeitos de desenvolvimento de esmalte, pois o parto prematuro é marcado pela quebra abrupta do processo acelerado de crescimento do último trimestre de gestação.

Veja Também: SAÚDE BUCAL : Primeira Consulta Odontopediatra

Os tecidos esqueléticos e dentários em formação têm a sequência regular de mineralização perturbada e como os ameloblastos – células que formam os dentes – são extremamente sensíveis, quaisquer insultos sistêmicos ou locais podem interromper a sua função permanente ou temporariamente, sendo evidenciados como defeitos de esmalte no dente decíduo.

Outro fator que provoca esses defeitos são os traumas nos germes dentários em formação, pelas manobras da intubação orotraqueal.

5. Qual a importância do aleitamento materno para o desenvolvimento da saúde oral?

O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento da cavidade bucal e das estruturas a ela interligadas.

Dentre as funções desenvolvidas pelo sistema estomatognático temos a respiração, sucção (amamentação), deglutição, mastigação, fala e manutenção da postura corporal. Lembrado que o cálcio e o fósforo presentes no leite materno colaboram para a formação de dentes mais saudáveis.

6. A criança também pode ter doença gengival? Por que?

Sim, a gengivite pode ocorrer em crianças. Na infância, normalmente, a doença gengival está relacionada ao biofilme bacteriano, isto é, ocorre devido a má higiene oral.

A gengivite é o estágio inicial da doença periodontal, que resulta no aumento de volume, vermelhidão e sangramento da gengiva. O estágio seguinte da doença periodontal é a periodontite, que leva a uma infecção e resulta na perda óssea ao redor dos dentes.

Em crianças, a periodontite com frequência está associada a uma doença sistêmica subjacente ou a alguma desordem imunológica, exigindo um tratamento multiprofissional.

O predomínio da respiração oral, o uso de aparelhos ortopédicos/ortodônticos, a presença de freios hipertróficos (grandes), uso de medicamentos (fenitoína, bloqueadores de cálcio e imunossupressores) e a erupção dentária, associados a má higiene oral, podem aumentar as chances de acontecer a gengivite na infância. Ressalta-se que o exame periodontal (exame gengival) deve ser realizado como rotina na infância, uma vez que o pronto diagnóstico da doença periodontal favorece ao tratamento.

7. Qual a melhor idade para iniciar o tratamento ortopédico e/ou ortodôntico?

O controle da erupção dos dentes de leite e visitas constantes ao odontopediatra pode prevenir problemas ortodônticos futuros. Tão logo se observe qualquer alteração no desenvolvimento dos dentes ou da mordida a criança deve se procurar tratamento pois, desta forma, as intervenções serão simples, rápidas e poderão minimizar problemas futuros, facilitando o tratamento na fase dos dentes permanentes.

Não há necessidade que ocorra a troca dos dentes para iniciar o tratamento da maloclusão. O crescimento dos arcos dentários pode ser estimulado desde a tenra idade.

8. O que se deve fazer imediatamente após a avulsão do dente permanente?

No caso da avulsão de dente permanente está indicado o reimplante imediato. Para isso, é essencial: encontrar o dente, segurá-lo pela parte da coroa, lavar em água corrente, NUNCA ESFREGAR A RAIZ, recolocar o dente dentro do alvéolo, ou seja, no mesmo local que ele ocupava na arcada dentária, imitando a posição dos dentes vizinhos e mantê-lo sobre pressão.

Em seguida, procurar um odontopediatra para que seja feita a contenção e os acompanhamentos devidos. Quando o reimplante imediato não é possível, colocar o dente num pote com água ou soro fisiológico e levar rapidamente o paciente com o dente hidratado para o dentista. Quanto mais cedo o atendimento odontológico, maiores são as chances de sucesso do reimplante.

9. Qual a relação da dieta com a cárie dentária?

A cárie dentária pode ser definida como uma destruição localizada dos tecidos dentais causada pela desmineralização do esmalte, da dentina ou do cemento pelos ácidos produzidos pela fermentação bacteriana dos carboidratos da dieta, geralmente a sacarose (açúcares).

A desmineralização constante do esmalte leva a formação de uma mancha branca nos dentes, primeira manifestação clínica visível de cárie. Se o processo de desmineralização continuar, a mancha branca poderá evoluir para uma cavidade (cárie).

10- Quando deve iniciar a higiene os dentes das crianças menores de 3 anos? Qual o creme dental indicado?

A partir do aparecimento do primeiro dente no bebê, um adulto deve realizar a limpeza dos dentes pelo menos duas vezes ao dia, com escovas específicas para a idade da criança,.

Deve ser utilizado creme dental contendo flúor na concentração de 1.100 ppm, em quantidade (0,1g) equivalente a um grão de arroz cru. É muito importante que esta higiene seja orientada e explicada por um odontopediatra.

Embora o flúor seja considerado fator de risco de desenvolvimento de fluorose no esmalte da dentição permanente, não há evidência de associação entre prevalência de fluorose e uso de dentifrício com flúor antes dos 3 anos de idade.

Mas mesmo assim muito cuidado! Creme dental não é alimento e deve ficar fora do alcance das crianças.

ebc.com.br

1/29/2020

CIRURGIA ORAL : Utilização da ulectomia na clínica infantil : Relato de caso


A ulectomia é um procedimento de fácil execução para o profissional e rápida recuperação para o paciente infantil.

Os autores apresentam, por meio de relato de caso clínico, a técnica cirúrgica de ulectomia, como opção terapêutica para o retardo na erupção dental.

Introdução


São comuns as situações na clínica odontopediátrica nas quais há a impacção de elementos dentários permanentes, fato que pode acarretar transtornos para a dentição em desenvolvimento, particularmente o atraso no processo de erupção dentária.

Dentre essas situações destaca-se a presença de fibrose do tecido gengival na área edêntula correspondente aos elementos permanentes intra- ósseos, que ocorre em decorrência de traumas constantes ou por meios medicamentosos (Lascala; Lascala Júnior, 1997).

Veja também: ORTODONTIA : Efetividade de mantedores de espaço em odontopediatria

Um dos tratamentos indicados para essa situação é a realização de um procedimento cirúrgico denominado de ulectomia, o qual consiste na exérese dos tecidos que revestem a face incisal/oclusal da coroa dentária de um dente não-irrompido de forma a lhe permitir um caminho desimpedido para vir ocupar sua posição na arcada dentária (Carreira et al., 2003; Gregori; Motta, 2003).

Este trabalho tem por finalidade apresentar a técnica cirúrgica de ulectomia envolvendo elementos dentários permanentes com fibrose gengival.

Relato do caso

Paciente do gênero feminino, 7 anos e 6 meses de idade, compareceu à clínica tendo como queixa principal o não irrompimento dos incisivos centrais superiores. Durante a anamnese não foi relatada nenhuma anormalidade que pudesse ocasionar essa retardo, como por exemplo a ocorrência de trauma local.

Ao exame clínico foi constatado que os incisivos centrais superiores apresentavam-se recobertos por uma espessa lâmina de tecido gengival com coloração rosada e, que ao toque, evidenciavam-se as coroas dos elementos em questão . Verificou-se a presença do elemento dentário 22, o qual estava em processo de erupção.

Para complementar o diagnóstico clínico, realizou-se o exame radiográfico da área, no qual se observou que as raízes apresentavam 2/3 de formação (estágio 8 de Nolla) e que as coroas dentárias dos elementos 11 e 21, encontravam-se recobertas apenas por tecido mucoso, sem resquícios ósseos. De posse desses dados, optou-se pela ulectomia como melhor forma de tratamento para esse caso.

Técnica cirúrgica A técnica cirúrgica consiste das seguintes etapas:

1) Anestesia local Realizada a aplicação do anestésico tópico, executou-se a anestesia terminal infiltrativa (Lidocaina 50® - DFL), sendo a mesma aplicada em vários pontos da região, contornando o local das coroas dentárias dos elementos 11 e 21.
2) Incisão A incisão realizada foi à elíptica em torno de todo o capuz gengival por meio de um bisturi
3) Divulsão e exérese do tecido A divulsão da mucosa foi feita de maneira cuidadosa até a completa exposição da face incisal do dente, seguida da exérese do tecido.
4) Hemostasia Procedeu-se à irrigação da área com soro fisiológico e a hemostasia por tamponamento, com gaze estéril, não sendo necessária nenhuma medicação no pós-operatório. Decorridas 3 semanas, observou-se a completa cicatrização da região e a erupção dos elementos dentários. Não houve relato de sensibilidade pósoperatória pela paciente.


Discussão
O fibrosamento da mucosa gengival poderá ocasionar um retardo da erupção, sendo essa uma condição clínica determinada pela presença de tecido conjuntivo denso sobre a coroa (Assed; Queiroz, 2005). Issao e Guedes–Pinto (1999) relataram que a partir do 7º estágio de Nolla (1/3 de raiz formada) o dente já apresenta força eruptiva, portanto, uma vez indicada a ulectomia, esta deve ser feita imediatamente, a fim de evitar problemas de maloclusão futuros.

Para uma indicação precisa da técnica cirúrgica são necessários os exames clínico e radiográfico minuciosos da região. Através do exame clínico, notase a presença de uma área com aumento de volume e coloração mais pálida, pelo aumento da camada de queratina do epitélio, além de marcas contornadas, denotando a presença iminente do dente não irrompido (Duque et al., 2004).

Portanto, o exame radiográfico é imprescindível nesses casos, pois permitirá o correto diagnóstico. De acordo com Poricelli e Ponzoni (2005), a técnica cirúrgica da ulectomia envolve incisões elípticas, circulares ou ovais que limitam as áreas para exérese tecidual. Sua extensão deve permitir a exposição do bordo incisal ou face oclusal do dente.

A incisão pode ser realizada com bisturi e lâmina, laser ou eletrocautério. Com relação ao eletrocautério, Vasconcelos et al. (2003) ressaltam dentre as principais vantagens deste método as incisões sem hemorragia ou com mínima hemorragia proporcionando um campo operatório exangue. A ulectomia é um procedimento de fácil execução para o profissional e rápida recuperação para o paciente infantil.

Envolve solução de continuidade no tecido gengival, possibilitando a livre erupção do dente retido (Poricelli; Ponzoni, 2005). Sempre que o profissional decidir por uma cirurgia, esta decisão deve ser comunicada aos pais da criança, dando-lhes informações sobre o trabalho que será feito, explicando o porquê e tranqüilizá-los quanto ao procedimento cirúrgico (Gregori; Motta, 2003; Duque et al., 2004; Saraiva et al., 2005).

Considerações finais Frente a situações de retardo na erupção dentária, nas quais os elementos apresentem dois terços de formação radicular, o cirurgião-dentista poderá fazer uso da ulectomia como opção terapêutica para esses casos devido à simplicidade técnica e ao pósoperatório favorável.

°revistas2.uepg.br
°Alessandro Leite Cavalcanti / Leonardo Costa de Almeida Paiva


INFOPACIENTE: Fatos importantes sobre a saúde bucal das crianças

Odontopediatria

A especialidade da odontologia que estuda e cuida da saúde bucal das crianças é a odontopediatria. É por meio deste ramo de atuação que o dentista estuda e cuida da primeira fase de formação e desenvolvimento dos dentes e do complexo orofacial do bebê.

Por isso, é de fundamental importância que o primeiro contato da criança com a odontologia seja com o odontopediatra.

No entanto, é importante ressaltar que a higiene bucal deve começar nos primeiros meses de vida, antes mesmo dos dentinhos nascerem.


Desta forma, o bebê se habituará a ter a boquinha manipulada, além de prevenir futuras doenças bucais. Os pais devem higienizar, inicialmente, a área após as mamadas, e escovar os dentinhos, incentivando-os a manterem este hábito, depois da alimentação durante todo o desenvolvimento infantil – que deve ir até por volta dos sete anos.

Veja Também: CIRURGIA ORAL : Utilização da ulectomia na clínica infantil : Relato de caso

Cuidados com a odontopediatria

O tratamento odontológico para crianças requer um cuidado especial: os pequenos precisam de maior atenção e até de cuidados psicológicos para que a visita ao dentista não vire uma tortura.

A falta de tato do dentista no atendimento com a criança pode comprometer todo o seu futuro odontológico. Além disto, o ambiente também deve ser atrativo, ajudando o pequeno a se sentir confiante e descontraído.

O primeiro fato a ser observado é que a odontopediatria deve entrar na vida da criança antes mesmo dela nascer. O ideal é que a gestante procure o dentista para uma avaliação e tratamento durante a gravidez, pois algumas infecções bucais podem ser fatores de risco para complicações obstétricas.

Importância da odontopediatria

A principal importância de se procurar a especialidade logo cedo é que, por meio disto, a mãe receberá orientações específicas sobre a saúde bucal de seu filho nos primeiros meses de vida. O odontopediatra dará instruções sobre o aleitamento materno, a amamentação, dieta e a mastigação.

Caberá ao profissional também observar as características bucais do recém-nascido, a erupção dos dentes e os hábitos bucais, assim como cuidar da sua higiene bucal e verificar algum possível traumatismo dental.

A criança que é acompanhada pela odontopediatria com regularidade terá menor probabilidade de desenvolver lesões e cáries. E caso haja necessidade de alguma intervenção, o procedimento será mais tranquilo.

É importante destacar que o aleitamento materno é o melhor alimento para o bebê, auxiliando, inclusive, no crescimento e desenvolvimento dos dentes, ossos e músculos da face. A Organização Mundial de Saúde indica o aleitamento materno até os seis meses de idade.

Somente a partir dos seis meses é que a alimentação deve passar a ser completada conforme orientações do médico pediatra.

No caso da criança ter o hábito de sucção, seja por meio de chupeta ou pelo dedo, a odontopediatria também auxiliará neste processo. Isto porque a chupeta deve ser utilizada de maneira racional. Caso contrário, poderá trazer prejuízos para o desenvolvimento e crescimento dos maxilares.

Por isto, caberá ao odontopediatra acompanhar este período, indicando a melhor chupeta de acordo com a faixa etária e ajudando no momento de parar. Se o hábito do pequeno for o de chupar o dedo, que pode se tornar prolongado e de difícil remoção, a modalidade também poderá orientar os pais a tratarem disto com eficiência.

Por fim, a odontopediatria também se responsabilizará por auxiliar os pais quanto à respiração nasal, que favorece o crescimento e o desenvolvimento da face e dos arcos dentários.

doutissima.com.br


1/14/2020

CÁRIE DE MAMADEIRA: Crianças não devem beber leite à noite

CÁRIE DE MAMADEIRA

As crianças não devem beber leite antes de dormir por causa das cáries dentárias.

O leite é inofensivo durante o dia, mas à noite o corpo não é capaz de produzir saliva suficiente para atenuar um açúcar presente na lactose.

Em entrevista à TVI24, o médico dentista Olívio Dias explica que, além do leite, também os sumos de fruta, as barras de muesli, as peças de fruta e os iogurtes que são consumidos ao longo do dia estão repletos de açúcar e são também fatais para o aparecimento de cáries.


“O leite, como sabemos, tem alguma concentração de açúcar. (…) Se realmente não se lavrar os dentes após a ingestão do leite, o leite vai ficar de certa forma agarrado à placa bacteriana que já pode existir no início da vida e daí, através da presença dos micróbios e de lactobacilos, desenvolvese imediatamente a cárie”, afirma o médico.

Nesta matéria, a prevenção é a palavra de ordem. Olívio Dias defende que a mãe, logo que o bebé nasça, tem de ter cuidados extremos com a higiene oral da criança.

“A mãe tem que começar aa higienizar as gengivas com uma luvinha, nunca dar beijinhos na boca do bebé, porque o micróbio é transmissível e isso pode começar a ser um princípio de que o micróbio se possa alojar logo nos primeiros dentes, e, a partir daí, temos o problema das cáries e, às vezes, incontroláveis”, avisa.

Veja Também: ODONTOPEDIATRIA : O que é Ulectomia?

O dentista alerta ainda para os riscos de se colocar um bocadinho de açúcar no biberão para aliciar o bebé. Esse açúcar, concentrado ao nível das gengivas e dos dentes de leite, tende a provocar cárie. Para o médico, o essencial é ensinar, logo de princípio, as crianças a escovar os dentes.

“O importante, importante, é a higiene e deve-se começar ainda antes dos dentes nascerem com uma pequena massagem nas gengivas, que tem dois benefícios. Um: facilita a erupção dos dentes e é menos sofrimento para o bebé. Dois: começa a criar-lhe o hábito de ter de fazer higiene e o próprio bebé depois vai ter maior apetência e, inclusive, pedir à mãe para lavar os dentes”, remata.

tvi24.iol.pt

6/15/2019

Cuidados com saúde bucal de grávidas podem prevenir partos prematuros

Saude Bucal

Consultas ao ginecologista durante a gestação fazem parte da rotina de qualquer grávida. O que muitas das futuras mamães desconhecem é que a ida ao dentista também é essencial para evitar problemas na saúde do bebê.

Doenças bucais e a falta de higiene da mulher podem aumentar o risco de a criança nascer antes do tempo ideal e com baixo peso.

Artigo publicado recentemente na revista científica Community Dentistry and Oral Epidemiology, da Nova Zelândia, aponta que a periodontite (infecção dos tecidos que envolvem e sustentam o dente) dobra a chance do parto prematuro.


“Não são todas pacientes que darão à luz antes das 37 semanas, mas existem duas vezes mais possibilidade de isso ocorrer entre as que têm o problema na boca”, explica o dentista Gabriel Politano, coordenador do Ateliê Oral Kids e membro do Departamento de Odontologia para Gestantes e Neonatos da Associação Brasileira de Odontopediatria (Aboped).

A periodontite é a evolução da gengivite (inflamação nas gengivas) mal tratada. Mais grave, a infecção não fica restrita à região bucal, mas é disseminada pela corrente sanguínea, contaminando todo o organismo.

Veja Também: DENTES DE LEITE: Como ajudar o seu bebê a aliviar as dores dos primeiros dentinhos?

No útero, de acordo com Gabriel Politano, a infecção que começou na gengiva estimula o sistema imunológico a produzir prostaglandina que, ao mesmo tempo que combate a bactéria, acelera o parto.

Para se ter uma ideia, medicamentos com a versão sintética da substância provocam a expulsão de feto morto da barriga da mulher.

LEIA ARTIGO COMPLETO AQUI


° hojeemdia.com.br
° Renata Galdino
° Foto : gauchazh.clicrbs.com.br

6/03/2019

SAÚDE BUCAL da gestante e do bebê

Saúde bucal

Consultas odontológicas ainda não fazem parte da rotina do pré-natal de grande parte das gestantes.

Muitas vezes, mesmo que a consulta odontológica seja ofertada em programas públicos ou em serviços privados, a gestante acaba não realizando a mesma ou tem resistência à consulta devido a mitos e crenças populares difundidas dentro da própria família ou por amigos e ainda em grande parte ao próprio medo de dentista.


A visita ao dentista durante o período gestacional é importante para prevenir, diagnosticar e tratar doenças bucais que podem comprometer a saúde da mulher e do seu bebê.

Para comprovar este fato, hoje existem vários artigos mostrando a associação entre doença gengival da gestante e nascimento prematuro ou baixo peso ao nascer.

Alguns dos mitos que devem ser eliminados são de que a gestante não pode tomar anestesia ou se submeter a uma radiografia odontológica.

Veja Também: SAÚDE BUCAL : Os primeiros dentes

O cirurgião dentista é capacitado para definir quais cuidados, procedimentos e o momento ideal para a realização das intervenções odontológicas durante a gravidez. Portanto, a consulta odontológica pode ocorrer em qualquer momento da gestação.

Outra questão importante a ser esclarecida é a de que não há perda de cálcio dos dentes da mãe para ser incorporado na formação óssea do seu bebê. Os dentes não se tornam mais frágeis durante a gravidez.

O que pode facilitar o aparecimento de cáries neste período é a maior acidez em virtude de enjoos ou na maior freqüência de consumo de alimentos pela gestante.

Também pode estar associado a deficiências na qualidade da escovação dentária por parte da gestante. Estes fatores que aumentam o risco de cárie dentária podem ser avaliados e corrigidos com a orientação do cirurgião dentista.

O fato de não procurar a avaliação odontológica durante a gravidez pode levar a gestante, em situações de dor de dente aguda, a recorrer a auto-medicação aí sim podendo acarretar prejuízos a sua saúde ou ao bebê em formação.

Após o nascimento, a primeira visita do bebê ao dentista deve ocorrer preferencialmente no primeiro ano de vida.

Esta visita é importante não somente para um exame bucal, mas também pelas orientações que a mãe irá receber de como e quando deve iniciar a limpeza da boca do seu bebê (a qual pode ser iniciada mesmo antes do nascimento dos primeiros dentes, fato que facilita a aceitação da mesma após o nascimento dos dentes).

Informações sobre a importância do aleitamento materno na formação dentária e da face, a relação entre a saúde bucal da mãe (e do núcleo familiar) e a futura saúde bucal do bebê.

Deve ficar ciente que aumenta o risco de desenvolvimento de cárie dentária devido à introdução precoce do açúcar na alimentação da criança, principalmente se este for adicionado ao conteúdo da mamadeira. E conhecer os danos que podem ser causados à arcada dentária pelos hábitos de sucção da chupeta ou dedo.

Gestantes bem informadas e motivadas cuidam melhor de sua saúde bucal e, provavelmente, cuidaram bem da saúde bucal de seu bebê.

°Sanifill
°Prof. Ms. Luís Fernando Medeiros
°Professor Responsável pela Clínica de Bebês da Universidade da Região de Joinville (Univille-SC)

4/20/2019

Periodontite em gestantes dobraria o risco de parto prematuro

Periodontite

Uma revisão de estudos das universidades Pedagógica e Tecnológica da Colômbia e Miguel Hernández de Elche, na Espanha, revelou que gestantes com periodontite (infecção que destrói a gengiva e até os ossos que dão suporte aos dentes) correm um risco duas vezes maior de passarem por um parto prematuro.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores compilaram dados de 20 artigos científicos sobre o tema. No total, a análise abrangeu 10 215 mulheres de diversos lugares no mundo.

Resultado: em 60% dos levantamentos, essa associação entre infecção periodontal e aumento da possibilidade de parto prematuro (ocorrido com menos de 37 semanas de gravidez) foi confirmada. Agora, o que a explicaria?


Para responder a essa pergunta, precisamos entender como a periodontite surge. Segundo o odontopediatra Gabriel Politano, do Ateliê Oral Kids, em São Paulo, existem bactérias que permanecem o dia inteiro na saliva.

Quando não há uma higiene bucal adequada, elas grudam nos dentes, formando a placa bacteriana (ou biofilme, como dizem os experts).

Veja Também: Reabilitação de dentes decíduos anteriores com o uso de pinos de fibra de vidro

“O organismo, então, passa a se defender da infecção. Dessa maneira, surge uma inflamação: a gengivite. Se não for tratada, ela evolui para a periodontite”, explica o dentista, que também é diretor do Departamento de Odontologia para Gestantes e Neonatos da Associação Brasileira de Odontopediatria (Aboped).

Os sintomas dessa encrenca costumam ser brandos: pequenos sangramentos na hora da escovação, mau hálito e inchaço gengival. “As pessoas acabam negligenciando por não causar dor, como uma cárie que atinge o canal do dente”, lamenta Gabriel Politano.

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saude.abril.com.br
Por Maria Tereza Santos

4/08/2019

PREVENÇÃO : Crianças e bebês podem usar creme dental com flúor?

PREVENÇÃO

Muitos pais ainda têm dúvidas em relação à saúde bucal das crianças. Um delas diz respeito ao uso de pasta de dente com flúor em menores de três anos.

De acordo com a Associação Dental Americana (American Dental Association), referência mundial na área, o público infantil nessa idade pode, sim, usar creme dental fluorado.

Desde 2015, a entidade americana passou a aconselhar que os pais usem creme dental com flúor para escovar os dentes do bebê.


A mudança de postura da associação se baseou na revisão de uma série de estudos científicos e é adotada em quase todo o mundo. A tese é corroborada pela Associação Brasileira de Odontopediatria (ABO).

Segundo a dentista Rosane Menezes Faria, da Caixa Seguradora Odonto, o principal receio é sobre a toxicidade do flúor. "Porém, se a quantidade usada for controlada, não há motivos para se preocupar. Por exemplo, a fluorose, aparecimento de manchas em formas de estrias brancas que afetam quase todos os dentes em formação, é causada pela ingestão excessiva da substância. É aí que reside a importância da supervisão dos adultos", esclarece a especialista.

O Manual de Referência 2013 da ABO recomenda que o uso de pastas de dentes em bebês e crianças que não sabem cuspir deve ser feito em quantidade equivalente a um grão de arroz, ou 0,1 g. Já nos que sabem cuspir, a quantidade precisa ser equivalente a um grão de ervilha (0,3 g).

Veja Também: ENDODONTIA : Terapia pulpar em dentes decíduos e permanentes jovens

A dentista ainda destaca que o flúor evita ou diminui a perda de minerais dos dentes, que nada mais é do que a cárie dentária. "Ele atua como um dos fatores importantes para a prevenção da cárie na dentição de leite e na permanente", afirma Rosane Faria.

Quando o bebê deve escovar os dentes pela primeira vez?

De acordo com a especialista, a escovação com a utilização de creme dental convencional com flúor já deve ser iniciada a partir do nascimento dos primeiros molares decíduos, que acontece por volta dos 14 meses. "O pequeno deve escovar os dentes com uma escova macia e de cabeça pequena pelo menos três vezes ao dia", explica a dentista.

Qual creme dental ideal para a criança?

Segundo Rosane, existem no mercado brasileiro várias opções com formulações seguras para o uso em bebês. "Vale ressaltar que a concentração de flúor deve ficar entre 1100 e 1450 ppm [partes por milhão], no caso de crianças menores de seis anos. Os pais devem supervisionar a utilização da pasta fluoretada pela criança", orienta Rosane.

Visita ao dentista

A dentista lembra que durante a infância também é imprescindível a consulta ao profissional da Odontologia, mesmo que a criança não tenha nenhum problema bucal aparente. "É a melhor forma de se realizar uma avaliação mais aprofundada e prevenir certas enfermidades. O ideal é realizar uma visita a cada seis meses", completa a especialista.

revistaencontro.com.br